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Odontopediatra dá dicas de como tirar a chupeta sem traumas

De acordo com especialista, depois dos dois anos o acessório pode causar sérios problemas

Ianara Pinho
Ianara Pinho. Foto: Divulgação

A chupeta é uma grande aliada dos pais para o relaxamento das crianças, porém após os dois anos esse acessório pode comprometer a saúde bucal do bebê. É nessa idade que a começa a formação óssea, então o uso excessivo pode causar o estreitamento e o aprofundamento do palato, além de influenciar no desenvolvimento da arcada dentária, podendo atrapalhar inclusive na respiração e na alimentação dos pequenos.

Segundo a odontopediatra Ianara Pinho, a chupeta se não for usada de forma correta pode se tornar um vício. “O ideal é que a criança não use o acessório, mas, se não houver outra alternativa, os pais devem optar pela ortodôntica, podendo ser usada até um ano e meio ou dois”, aconselha.

Chupeta
Ilustração. Foto: Divulgação

Como desapegar

Primeiro, de acordo com a especialista, esse momento tem que ser confortável tanto para criança quanto para os pais “É importante que não se tenha mais de duas chupetas em casa. Outro método é não deixá-la sempre disponível, ou melhor, apenas quando a criança for dormir”, afirma.

Como o prazer dos pequenos em chupar o acessório é a pressão que ele faz no céu da boca. A odontopediatra ensina a fazer um pequeno furo no bico, para que entre ar e a sucção seja menos prazerosa. “Essa abertura deve ser ampliada aos poucos, sem que a criança perceba. Isso vai deixá-la desconfortável ao chupar”, explica Ianara. Ela também garante que a técnica tem dado bons resultados no consultório.

Mas, se pais perceberem que seus filhos estão resistentes em relação ao desapego da chupeta, é preciso buscar orientação de um odontopediatra. Para a Ianara, é importante que a criança perca esse hábito de forma menos traumática possível, porém se realmente for detectado algum problema emocional, ela aconselha o auxílio de um psicólogo.

Doenças x chupeta

Fala e mastigação – A fala pode ser alterada, possibilitando o surgimento de deficiências na dicção, deixando a fala mais anasalada ou rouca. Já a mastigação, tende a ser vertical e unilateral, no caso invertida, o que pode afetar as articulações mandibulares, causando deglutição atípica, influenciado inclusive na alimentação da criança.

Respiração – A respiração da criança passa da nasal para bucal ou mista.

Ouvido – A chupeta também pode ser uma facilitadora da migração das secreções nasais para o ouvido, ocasionando uma otite aguda.

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Da Folha Geral, em Salvador*

*Com colaboração de (agência, assessoria ou especialista)

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