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Por que o Goldman Sachs investiu R$ 1,1 bilhão no mercado de carros usados chinês

Leilão online - Goldman Sachs. Foto: Divulgação
Leilão online – Goldman Sachs. Foto: Divulgação

O banco germano-americano Goldman Sachs investiu US$ 300 milhões (R$ 1,16 bilhão) na plataforma de vendas de carros usados chinesa Renrenche, injetando dinheiro em um mercado que viu o número de proprietários de automóveis superar as 210 milhões de pessoas.

De acordo com a Renrenche, dois dos maiores acionistas da plataforma, a Didi Chuxing e a Tencent, também fizeram parte do financiamento. O investimento vai permitir que a empresa contrate mais funcionários e invista em novas tecnologias para desenvolver o negócio de leilão online dos veículos na China.

As vendas de automóveis usados no país asiático subiram mais do que as de carros novos nos últimos anos, ajudadas por políticas de apoio com a que facilitou as regras para os empréstimos para compras de veículos, o crescimento da internet e a popularidade do e-commerce, que permite que os compradores comparem os preços. No ano passado, 12,4 milhões de carros usados foram vendidos na China, uma alta de 19,3% por ano, de acordo com a China Automobile Dealers Association (CADA).

O boom convenceu algumas gigantes de tecnologia chinesas a investir na indústria: a Alibaba é agora a maior investidora da plataforma SouChe, depois de anunciar um financiamento de US$ 335 milhões para a startup em novembro. A Tencent Holdings já disse que vai apoiar financeiramente a Renrenche e a Chehaoduo, chegando a um valor final de US$ 818 milhões (R$ 3,17 bilhões).

Há uma intensa competição entre empresas para atrair a atenção dos consumidores. No começo deste ano, por exemplo, a empresa chinesa Uxin contratou o astro de Hollywood Leonardo DiCaprio como garoto-propaganda, enquanto a Renrenche e a Chehaoduo estão usando estrelas do cinema chinês em suas campanhas, como HUang Bo e Su Honglei.

A imensa aposta da China em veículos movidos por novas energias tem chamado a atenção do mundo, mas um fenômeno mais obscuro também está ocorrendo no maior país: a procura por carros usados. Um ritual familiar em muitos países, comprar automóveis de segunda mão era até pouco tempo uma prática incomum na China.

Isso acontece graças a algumas particularidades do mercado automotivo chinês: até os anos 2000, a má qualidade de fabricação limitava a vida útil dos carros feitos pelas companhias nacionais, enquanto compradores mais atentos a veículos usados tinham poucas chances de saber a propriedade anterior de um carro ou seu histórico de acidentes. A indústria também eram muito fragmentada e tinha uma reputação ruim.

Os governos locais pioraram a situação para o mercado de usados: muitos proibiram a venda deles entre províncias como uma forma de manter os fabricantes e vendedores. O governo central, por sua vez, também fechou vários caminhos para o comércio de automóveis de segunda mão enquanto dava as mãos para as empresas automotivas nacionais.

No entanto, esse processo está mudando: muitos carros chineses agora cumprem ou até excedem os padrões internacionais de qualidade e, portanto, são duradouros. O governo começou a diminuir as restrições em vendas de seminovos entre as províncias, enquanto consumidores estão abrindo mão de suas barreiras e reconhecendo que seus veículos já utilizados têm valor.

Os analistas prevêem que o comércio de usados pode chegar a 20 milhões de unidades até 2020, o que ainda está longe da taxa de “dois para um” que prevalece nos Estados Unidos. Em outras palavras, a China está pronta para se tornar o maior mercado de carros usados do mundo.

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Da Folha Geral, em Salvador*

*Com colaboração de (agência, assessoria ou especialista)

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