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Gás Natural Veicular

Você conhece essa fonte de energia?

A constante alta no preço dos combustíveis e a greve dos caminhoneiros colocaram em pauta, mais uma vez, a discussão sobre outras fontes de energia.

O Gás Natural Veicular voltou aos holofotes quando condutores, que estavam insatisfeitos com o reflexo dessas altas tarifas no bolso, viram, no combustível, uma alternativa.

A escassez e até mesmo a falta de gasolina e de etanol em várias regiões contribuíram para esse processo, consequência da greve que impossibilitou que esses combustíveis chegassem até aos postos de abastecimento.

Assim, uma parcela da população que já conhecia o GNV começou a utilizá-lo em seus carros. No entanto, ainda assim, muita gente não sabe do que se trata essa fonte de energia e muito menos conhece as suas vantagens e desvantagens.

O Gás Natural Veicular

Composto principalmente pelos gases metano e etano, o Gás Natural Veicular é uma mistura de hidrocarbonetos leves que, ao serem expostos a uma temperatura ambiente e a uma pressão atmosférica, permanecem em estado gasoso, conforme informações apresentadas pela Petrobras.

O GNV é encontrado em rochas porosas no subsolo, normalmente acompanhado por petróleo e constituindo um reservatório. A queima desse combustível é reconhecida como uma das mais limpas, praticamente sem emissão de monóxido de carbono.

Vantagens

Ao contrário do que muitos pensam, o Gás Natural Veicular é uma das fontes de energia mais seguras quando falamos em termos de combustíveis. Isso porque, como o gás é mais leve que o ar, em caso de vazamentos, ele rapidamente se dissipa e evita o risco de explosões.

Além disso, o combustível é abastecido por gasodutos, ou seja, uma tubulação, construída no subsolo, que transporta o gás de um lugar para outro. Como o combustível vem da Bolívia e de regiões do Nordeste Brasileiro através desses tubos, é dispensável seu abastecimento pelas rodovias, tornando praticamente impossível sua falta nos postos.

O GNV também possui outras vantagens quando comparados aos outros combustíveis, como a gasolina e o etanol, por exemplo. O preço é bem mais barato e o combustível rende bem mais que as outras fontes de energia. Essa vantagem torna o GNV mais atraente ao bolso do consumidor.

Sem falar que o Gás Natural é menos poluente, então, além de economizar e rodar mais, você também polui menos o planeta.

Desvantagens

Apesar dessas vantagens, o gás natural ainda é considerado um combustível fóssil e de energia não renovável, ou seja, sua origem é finita. Essa barreira torna o GNV uma alternativa ainda pouco considerada nas grandes indústrias automobilísticas, fazendo com que o preço da instalação dessa fonte de energia ainda seja muito caro.

Além de um preço alto para instalar, o armazenamento do Gás Natural Veicular deve ser feito de maneira adequada em um cilindro específico para receber tal combustível. Esse cilindro geralmente é instalado no porta-malas do carro, o que também diminui o espaço e a capacidade de armazenamento do veículo.

É importante lembrar também que o GNV não substitui totalmente outras fontes de combustível. É preciso, portanto, ter um pouco de gasolina ou de etanol no tanque para dar a partida. Isso também pode ser uma desvantagem, pois, dependendo de quanto tempo o combustível fica parado no tanque, pode perder a sua validade e efetividade.

Além disso, o uso do GNV também requer outros cuidados. Veja o que a legislação determina, conforme o Art. 1 do decreto nº 1.787, de 12 de janeiro de 1996:

“Art. 1º Fica autorizada a utilização de gás natural em veículos automotores e motores estacionários, nas regiões onde o referido combustível for disponível, obedecidas as normas e os procedimentos aplicáveis ao comércio deste combustível, estabelecidos em portaria do Ministro de Estado de Minas e Energia.
§ 1° Os veículos automotores e motores estacionários deverão estar registrados e licenciados na forma da legislação vigente e possuir características apropriadas para receber, armazenar e consumir o Gás Natural Veicular – GNV.”

Sendo assim, é necessária uma autorização dos órgãos responsáveis para que o veículo possa circular com o Gás Natural Veicular. E essa autorização deverá ser solicitada no Centro de Registros de Veículos Automotores (CRVA), no Departamento Nacional de Trânsito do seu Estado (DETRAN).

Ao entrar com o pedido, você estará solicitando a conversão do seu veículo para o GNV e só depois de ter essa autorização aprovada é que poderá encaminhar o veículo para a oficina. Lembre-se de sempre conferir se é uma das credenciadas pelo INMETRO.

Após ser autorizado, é preciso levar seu veículo até o Organismo de Inspeção (OI), também credenciado pelo INMETRO, e apresentar a autorização e a nota fiscal da realização do serviço e do atestado de qualidade do instalador registrado. Assim, o OI irá emitir um Certificado de Segurança Veicular (CSV).

Depois que você estiver com o certificado e a nota fiscal em mãos, é preciso voltar ao CRVA e apresentar novamente esses documentos para que, assim, o centro realize o registro de alteração do combustível.

Esse registro deverá ser levado novamente ao Organismo de Inspeção para que o órgão coloque no para-brisa do carro um selo que permita o abastecimento com o GNV, de acordo com o Regulamento RTQ 37 – INMETRO.

Só assim, depois de seguir todas essas orientações, você poderá circular com o seu veículo movido a Gás Natural Veicular.

Se você ficou com alguma dúvida, entre em contato conosco. Nossa equipe está preparada para ajudá-lo da melhor maneira possível. É só ligar para o 0800 6021 543 ou escrever para doutormultas@doutormultas.com.br.

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Gustavo

O conteúdo é de inteira responsabilidade do autor

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